SOBRE
O XVII Festival Internacional de Música de Campina Grande e o 10º FIMUS Jazz homenageiam, nesta edição, o músico Moacyr Santos (1926–2006), em celebração ao centenário de seu nascimento, marco que coincide com os dez anos do FIMUS Jazz. Multi-instrumentista, compositor e regente, Moacyr é reconhecido como um dos grandes nomes do afrojazz. Nascido no interior de Pernambuco, onde absorveu as tradições musicais orais, transitou pelo Rio de Janeiro e fixou-se nos Estados Unidos, país em que desenvolveu intensa e marcante trajetória artística. A beleza e a força de sua música inspiram a identidade visual desta edição, assinada pela artista visual Sabrina Cipriano.
A programação pedagógica contempla cursos de canto lírico, flauta transversa, guitarra, improvisação para jazz e choro, musicalização com violino (para crianças de 8 a 10 anos), metodologia Suzuki para professores de cordas (violino e viola), piano, prática de banda, coral e orquestral, preparação cênica para cantores, regência, saxofone, tecnologias para o ensino de piano em grupo, violão, viola e violino. O corpo docente reúne professores de destacada atuação internacional, em sua maioria brasileiros radicados nos Estados Unidos, entre eles Daniel Duarte (Indiana University Jacobs School of Music), Dário Oliveira (University of Memphis), Dudu Oliveira (Rio de Janeiro), Erik Stark (Butler University), Fabíola Amorim (Mount Royal University), Jean Márcio Souza (UFCG), João Paulo Casarotti (Glendale Community College), Luiz Kleber Queiroz (UFPE), Matheus Duarte (UFCG), Megan Barrera (Georgia Southern University), Rosângela Sebba (Mississippi State University) e Vladimir Rufino (Mount Royal University).
No âmbito artístico, a Série Master acontecerá durante os dez dias do festival, sempre às 20h, no Teatro Municipal Severino Cabral, reunindo o corpo docente e grupos e artistas convidados. As séries Música do Mundo, Jovens Talentos e Música para Todos serão realizadas ao longo do segundo semestre, em diferentes espaços da cidade, como ação continuada do FIMUS, reafirmando o compromisso com a diversidade, a inclusão e a democratização do acesso à música.
A abertura do festival contará com a Missa de Alcaçus, de Danilo Guanais, celebrando os 30 anos de sua estreia. Escrita para soprano, barítono e violão solistas, coro, orquestra de cordas e percussão, a obra é uma das missas brasileiras mais interpretadas em nosso país e no exterior, reconhecida por seu caráter armorial, destacado inclusive por Ariano Suassuna. No concerto de encerramento, o Estúdio de Criação Operística (ECO-FIMUS) e a Camerata Eldorado, ambos em fase inaugural, apresentarão a estreia da Ópera do Cabeça de Cuia, de Eli-Eri Moura, inspirada na lenda piauiense e no poema Ismália, de Alphonsus Guimaraens. Ambientada em um cenário de fome e miséria, a obra narra a trajetória de Crispim, que, após matar a própria mãe, é amaldiçoado a vagar como o monstro Cabeça de Cuia. Ao apaixonar-se por Ismália, acredita encontrar redenção, mas a tragédia se impõe, condenando-o a uma busca eterna.
O FIMUS é uma realização da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e da Affins Produções, contando com o apoio de diversas instituições públicas e privadas, no Brasil e no exterior, que tornam possível a consolidação e a expansão deste importante projeto artístico e formativo.
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